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segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Grupo da Claro, Embratel e Net foi o que mais cresceu em 2009

A receita líquida do Grupo da América Móvil no Brasil (Claro, Embratel e Net) cresceu 8,9% em 2009 diminuindo a distância que a separa da receita do Grupo Telefonica/Vivo, que cresceu 1,1%, e da Oi (-0,2%).

O Grupo da América Móvil no Brasil foi também o que apresentou também a maior margem líquida (Lucro líquido/receita líquida).

Este resultado em 2009 foi fortemente influenciado pela Claro que apresentou lucro líquido de R$ 1,7 bilhões em 2009, graças a utilização de R$ 1,2 bilhões em créditos de imposto de renda e contribuição social diferidos de exercícios anteriores. O grupo da América Móvil no Brasil conseguiu, desta forma, apresentar em 2009 um lucro maior que o de Vivo/Telefonica.

Já a Oi, apresentou prejuízo devido a gastos não recorrentes de R$ 2,5 bilhões com a provisão de contingência para ações judiciais e com o processo de integração da BrT (mais detalhes).

Considerando o forte impacto de despesas extraordinárias nos resultados, a margem EBITDA mostra um retrato mais fiel da rentabilidade operacional destes grupos.

De qualquer forma, é impressionante a melhoria apresentada pelo grupo da América Móvil no Brasil nos últimos 5 anos. As três operadoras que compõe o grupo vem apresentando forte crescimento nos últimos anos em receita e colaborado para aumentar a rentabilidade do grupo.

Com a a incorporação da Embratel e da Net pela América Móvil, controladora da Claro, a tendência é de ocorrer uma fusão das três empresas no Brasil, formando uma operadora integrada com condições de aumentar a sua competitividade no mercado brasileiro. É bom lembrar que a fusão com a Net ainda depende de questões legais, em particular da aprovação do Projeto de Lei 29.

Diante deste cenário pergunta-se:

  • O grupo da América Móvil (Claro, Embratel e Net) irá superar os demais em receita líquida?
  • Qual dos 3 grupos (Telefonica, Oi e Telmex) possui a melhor estratégia para o mercado brasileiro?
  • Como a entrada da Vivendi no mercado afeta este quadro?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Claro estima expansão de 2 dígitos para telefonia móvel em 2010

SÃO PAULO (Reuters) - A Claro, segunda maior operadora de telefonia móvel do Brasil, espera que o número de usuários de celular no país cresça pelo menos 10 por cento em 2010.

"O setor cresceu dois dígitos em 2009, não vejo motivo para não crescer dois dígitos", disse o presidente-executivo da Claro, João Cox, em teleconferência nesta quarta-feira com jornalistas.

O setor de telefonia móvel do país registrou uma expansão de 15,5 por cento em 2009 em número de usuários, fechando o ano com uma base de 173,96 milhões de clientes.

Uma expansão de 10 por cento em 2010 representaria, portanto, adição de cerca de 17,4 milhões de novos assinantes para toda a indústria. Caso isso se confirme, o Brasil alcançará uma penetração de quase 100 por cento da população.

Para o presidente da Claro, o foco para as operadoras móveis a partir de agora deve ser nos serviços de banda larga e pacotes de dados, com a expansão da tecnologia 3G no país. "Dados já são um fator importante os negócios das operadoras, e vão se tornar cada vez mais importantes."

A Claro, do grupo mexicano América Móvil, encerrou 2009 com 25,52 por cento de participação no mercado brasileiro de telefonia móvel, com uma base de 44,4 milhões de assinantes.

A empresa teve um aumento de 3,2 por cento na receita líquida no quarto trimestre de 2009, para 3,2 bilhões de reais.

A geração de caixa da companhia medida pelo Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- de outubro a dezembro foi de 781 milhões de reais, alta de 27,5 por cento na comparação contra igual intervalo de 2008.

No acumulado do ano, a Claro registrou um avanço de 4,2 por cento na receita líquida, para 12 bilhões de reais, e um Ebitda recorde, de 2,9 bilhões de reais.

(Por Georgia Jordan)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem irá liderar o crescimento do celular em 2010?

Vivo e Claro são as principais candidatas a liderar o crescimento do celular em 2010. Oi e Tim terão que apresentar mudanças significativas no seu desempenho para que possam participar desta disputa.

A Vivo liderou o crescimento do celular em 2009 e a Claro em 2007 e 2008.

Em 2009, a Vivo conquistou a liderança em adições liquidas em dezembro, quando ultrapassou a Oi. Vivo e Claro costumam apresentar adições líquidas superiores às da Oi em datas comemorativas devido à venda de telefones celulares subsidiados.

Vivo e Claro lideraram o crescimento do celular no 2º semestre de 2009, enquanto a Oi, que liderou o crescimento do celular no 1º semestre com adições líquidas de 3,9 milhões de celulares viu este número cair para 2,2 milhões no 2º semestre, muito inferior aos 4,9 e 3,9 milhões da Vivo e da Claro no semestre.

O crescimento da Oi está sendo sustentado por São Paulo (região III) onde conseguiu 80% de suas adições líquidas no 2º semestre de 2009.

Com um market share de 12% dos celulares do estado (Dez/09) a Oi deve enfrentar dificuldades para manter este ritmo de crescimento em 2010. A Vivo superou a Oi em São Paulo em Dez/09 com adições líquidas de 400 mil celulares, contra 348 mil da Oi.

A Oi vem apresentando baixo desempenho na região I. onde pode perder a liderança para a Vivo em 2010. A diferença que separa a Vivo da Oi nesta região caiu de 4,4 milhões em 2008 para 1,6 milhões em 2009. A Oi não está também conseguindo acelerar o seu crescimento na Região II, situação que pode se tornar ainda mais delicada com a decisão da Oi de paralisar a integração com a BrT enquanto revê as condições de compra desta operadora.

A Tim por sua vez vem apresentando um desempenho inferior ao da Vivo e da Claro e está sendo afetada pelas dificuldades que enfrenta a Telecom Italia.

Vivo e Claro vêm seguindo estratégias semelhantes com investimento em 3G, crescimento da base póspaga e controle do churn. Estes são alguns dos fatores que colocam as duas operadoras em posição de vantagem para liderar o crescimento do celular em 2010.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

3G: Qual operadora oferece o melhor serviço? Olhar Digital

A gente testou os serviços em São Paulo; veja o resultado

http://www.sinal3g.com.br/
http://www.speedtest.net/

Superando todas as expectativas iniciais, o Brasil deve fechar 2009 com algo entre 7 e 8 milhões de terminais de internet móvel, entre celulares e modems, segundo a consultoria Teleco. Só em outubro, o aumento foi de 1,2 milhão de aparelhos. Não há dúvida da grande demanda por internet móvel no país, mas será que os serviços oferecidos estão à altura? Para responder a esta pergunta, fomos às ruas de São Paulo testar a conexão 3G das quatro operadoras que cobrem a cidade: Vivo, Oi, Claro e Tim.

Os quesitos avaliados foram: cobertura, estabilidade e velocidade das conexões. Para garantir igualdade de condições no teste, usamos o mesmo modem para todas as operadoras, o Bandluxe C178, e um Macbook, da Apple. Definimos 3 pontos-chave da cidade de São Paulo para testar as conexões na rua : a praça Silvio Romero, no Tatuapé, a av. Paulista, perto do parque Trianon, e a Av. Roberto Marinho, no Brooklin. Nesse locais, estávamos estacionados, mas, também experimentamos navegar na internet nos 4 serviços com o carro em movimento, circulando pela cidade.

Começamos dirigindo pela região do Parque do Ibirapuera até a 23 de Maio. No viaduto, a conexão da TIM ficou instável, caiu e retornou apenas na Avenida Alcântara Machado, na Mooca, após 5 tentativas. Em seguida, circundamos o Shopping Metrô Tatuapé e ruas vizinhas.

Nessa região, a Claro apresentou uma conexão lenta, não conseguimos encontrar sinal com facilidade. A Vivo até apresentou uma conexão estável, mas a velocidade não foi lá essas coisas: variou entre 40 e 95 kbps. A Oi nem apresentou sinal, e aqui tiramos nossa primeira conclusão: os serviços 3G em São Paulo são bastante heterogêneos, variam bastante quando se está em movimento.

Chegamos à Praça Sílvio Romero, no bairro do Tatuapé. A Tim demorou um pouco para conectar, mas apresentou um sinal estável e conseguiu atingir uma boa velocidade: 843 kbps. Conseguimos assistir a vídeos numa boa, nem chegou a bufferizar. Já com a Claro, percebemos que a velocidade aumentou ao ficarmos parados num mesmo lugar, mas o sinal continuou oscilando. Atingiu máxima de 146 kbps. Com o modem da Vivo, tivemos muita dificuldade para encontrar a rede 3G. Na primeira tentativa, conseguimos a velocidade de 109 kbps. Na segunda tentativa, o padrão de rede caiu de EDGE para GPRS e pegamos velocidade de 17 kbps – a pior de todo o teste. A terceira tentativa foi melhor: velocidade de 237 kbps. A Oi, simplesmente, não possui cobertura 3G na região. Achou apenas o padrão EDGE. Velocidade máxima de 138 kbps e mínima de 38 kbps. Uma lentidão desesperadora.

Resumo das conexões na Sílvio Romero (velocidades máximas):

TIM: 843 kbps
Claro: 146 kbps
Vivo: 109 kbps
Oi: 138 kbps

Próxima parada: Avenida Paulista. A TIM encontrou rapidamente a rede 3G e atingiu velocidade máxima de 507 kbps. Em movimento, porém, a velocidade cai um pouquinho e fica entre 300 e 400 kbps. A Claro teve dificuldade para encontrar conexão, mas a velocidade foi razoável: 595 kbps. Em movimento, esse status continua bom. Aqui, a Vivo encontrou rapidamente a rede 3G e ainda registrou velocidades excelentes: bateu picos de 1045 kbps. Em movimento as velocidades foram bem menores: entre 399 e 623 kbps. A Oi, novamente, decepcionou: não encontramos rede 3G da operadora em plena Avenida Paulista! A velocidade máxima foi de 132 kbps, no padrão EDGE. Em movimento, as velocidades encontradas foram de 70 e 102 kbps.

Resumo das conexões na Av. Paulista (velocidades máximas):

TIM: 507 kbps
Claro: 595 kbps
Vivo: 1045 kbps
Oi: 132 kbps

Nossa última parada foi na Avenida Roberto Marinho, zona Sul da cidade. E nem a chuva nos fez desistir dos testes. A TIM conectou com rapidez na rede 3G. as velocidades foram boas: 657 e 777 kbps. A Claro conectou com muita rapidez e bateu recorde de velocidade do teste: 1113 kbps na primeira tentativa e 1096 kbps na segunda tentativa. Com a Vivo, foi difícil encontrar sinal, e a conexão foi bem lenta nas 3 primeiras tentativas: 173, 187 e 184 kbps. Mas a quarta e quinta tentativas foram boas: 837 e 855 kbps. A Oi? Bom... aqui também, o resultado foi o mesmo: nada de rede 3G. Velocidades entre 19 e 53 kbps no padrão EDGE.

Resumo das conexões na Av. Roberto Marinho (velocidades máximas):

TIM: 777 kbps
Claro: 1113 kbps
Vivo: 855 kbps
Oi: 53 kbps

A nossa conclusão final é a seguinte: o serviço 3G no Brasil precisa melhorar e muito! Basta pensar que esse teste foi feito na maior cidade do país... e mesmo aqui a qualidade dos serviços deixa tanto a desejar que é impossível selecionar um vencedor. Em muitos locais onde determinada operadora pode ter bom desempenho, outras mal seguram as conexões por alguns minutos. Mesmo entre uma única operadora, o serviço não é homogêneo na cidade. Nossa recomendação é que, antes de contratar uma banda larga móvel, avalie o serviço em seu bairro ou bairros onde mais pretende usá-la. Mesmo assim, não há garantia de estabilidade. Mas num panorama geral, o cenário é o seguinte: a Claro, que não vinha obtendo resultados satisfatórios logo na estréia do serviço, há 2 anos, e recebeu muitas reclamações, mostrou sensível melhora em velocidade e estabilidade. Mas os resultados ainda são muito divergentes. A Vivo apresentou bom equilíbrio entre qualidade de sinal e cobertura, mas ainda deixa a desejar em muitas áreas da cidade. A TIM tem cobertura bem menor que Claro e Vivo, mas o sinal costuma ser mais forte e as conexões caem menos. Quanto à Oi, estamos até agora nos perguntando onde estaria o seu 3G...

Quer saber como anda o 3G na sua região? Então acesse os links acima, que te levam a um site que traz um mapa do Brasil com informações da cobertura 3G em todos os estados. O mapa é colaborativo, e você também pode deixar as suas impressões e experiências com as conexões de dados. E o SpeedTest te permite fazer o teste de velocidade onde quer que você esteja. Acesse, confira e colabore!

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Claro, Vivo e Oi são multadas em quase R$ 5 milhões


A Agência Nacional da Telecomunicações (Anatel) aplicou multa à Vivo, Claro e Oi, que totalizam de mais de R$ 4,6 milhões, pelo não cumprimento de metas de qualidade na prestação do serviço – inclusive no atendimento ao cliente –, estabelecidas no Plano Geral de Metas de Qualidade do setor de telefonia móvel. Os atos são de 2007 e 2008. As sanções foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 30.

A Oi e a Vivo foram multadas por sanções aplicadas em 2005 e 2006 contra a Amazônia Celular e a Telemig, adquiridas pelos dois grupos, respectivamente. A Oi foi multada em R$ 207.329,38, quantia já quitada pela empresa. A operadora também teve de pagar multa no valor de R$ 405.692,70 pelo descumprimento de metas da Brasil Telecom. A quantia foi paga em agosto deste ano. A Vivo, que ainda recorria das multas, perdeu a ação e agora terá de pagar R$ 1.310.503,18.

Por fim, a Claro recebeu multa de R$ 2.671.971,79, por infração cometida em 2007. A companhia pagou a quantia em 2008, mas ainda recorria da sanção.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Claro, Net e Telefônica assinam termo de conduta com CPI da Pedofilia


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia assinou nesta terça-feira, 22, termo de ajuste de conduta (TAC) com as empresas Claro, Net e Telefônica. De acordo com o termo, informou o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a quebra de sigilo telefônico pode ser feita em até 24 horas se houver risco de violência contra criança ou adolescente, ou em duas horas, quando houver risco iminente de vida para a vítima.

Na avaliação do senador, a assinatura do TAC é importante pela possibilidade de multar em R$ 25 mil as empresas que descumprirem o prazo de liberação das informações. Magno Malta salientou que é necessário haver rapidez na liberação das informações para que a criança tenha sua integridade física e moral preservadas.

A CPI da Pedofilia assinou o documento também com o Ministério Público Federal e estaduais, Polícia Federal e Safernet Brasil. O TAC já havia sido assinado pela Vivo, TIM e Oi. “Ao assinar o termo, fechamos um círculo em torno dos criminosos, que vai facilitar a vida das autoridades para fazer a punição”, disse Malta

O presidente da CPI também destacou a importância da realização de campanhas publicitárias e informativas que esclareçam sobre o crime de pedofilia no Brasil. Malta salientou que a sociedade e a família têm papel fundamental no combate à pedofilia. Embora o legislativo contribua de forma eficiente ao elaborar leis mais rígidas para punir os pedófilos, os pais têm a obrigação de ensinar seus filhos a se protegerem de abusos sexuais, assinalou.

O presidente da CPI informou que apresentou requerimento à mesa do Senado pela prorrogação das atividades da comissão por mais seis meses. Malta disse que a sociedade não quer o encerramento dos trabalhos do colegiado, uma vez que a comissão ainda precisa realizar acareações, aprovar propostas legislativas e realizar audiências públicas nos estados para conscientizar a sociedade.

O senador considerou importante a aprovação do projeto de lei que retira privilégios de réu primário quando o crime for cometido contra criança de zero a 14 anos, bem como agrava a pena na hipótese de crime sexual contra criança e adolescente. As informações são da Agência Senado.

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Teles se isentam de culpa por falhas na rede 3G


Quatro dias após a Anatel se mostrar preocupada com a qualidade dos serviços 3G no País, revelando que a alta demanda pela banda larga móvel estaria gerando falhas recorrentes inclusive na telefonia móvel e que cada operadora teria de investir em média R$ 1 bilhão cada para resolver esses problemas, as quatro maiores teles móveis, por meio de suas assessorias de comunicação, enfim se pronunciaram. Em todos os comunicados, é possível verificar o mesmo tom de isenção pelas falhas apontadas pela agência.

Vivo

Segundo nota da Vivo, a operadora investiu cerca de R$ 8 bilhões nos últimos dois anos no país, sendo parte disso dedicado à ampliação e melhoria das redes de terceira geração e GSM. Segundo o comunicado, a operadora não demonstra preocupação com o crescimento de sua base de assinantes na banda larga móvel, ao contrário do que alegou a Anatel ao informar que as teles estariam suspendendo a publicidade dos modems 3G como forma de conter em parte o avanço da procura pelos serviços. "A meta da companhia é dar continuidade à ampliação da rede 3G a cada vez mais municípios brasileiros, levando novas formas de conexão à população, e ao mesmo tempo, mantendo qualidade de sinal e ofertas de planos e serviços atrativas", diz a nota.

TIM

A TIM também abre números em seu comunicado e revela ter investido, somente neste ano, cerca de R$ 2,3 bilhões, dos quais 60% na infraestrutura de rede. O foco do aporte, diz a nota, é a "expansão da cobertura e a manutenção da qualidade de sinal para que os clientes tenham experiência positiva no uso de serviços de dados". O comunicado da operadora foi o único a se posicionar a respeito das falhas geradas na rede de voz causadas pela alta procura por serviços 3G, conforme alegou a Anatel: "a rede de terceira geração da TIM foi dimensionada para atender às demandas dos usuários com foco em dados, utilizando a rede 2G para voz, evitando assim que a alta procura pela Internet móvel pudesse afetar o serviço de telefonia". A julgar pela nota, a operadora parece não ter suspendido também a publicidade de seus serviços 3G. "A empresa aposta no crescimento de sua base de acordo com a ampliação das cidades cobertas pela rede 3G e das ofertas desenhadas para os clientes".

Oi

Sem revelar as cifras investidas na rede, o comunicado da Oi informa que a operadora comercializa os serviços 3G há pouco mais de um ano no país e por isso "dispõe de capacidade suficiente para suportar o crescimento do tráfego e do número de usuários sem prejuízo para seus serviços de voz".

Claro

Na mesma linha, o comunicado da Claro informa apenas que "os investimentos em sua rede 3G estão focados no aumento da capacidade para suportar o crescimento de assinantes e tráfego, bem como na expansão e ampliação da rede 3G".a Cordeiro

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

BR tem 5,9 linhas móveis para cada 100 habitantes


Relatório mensal da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revelou que o Brasil encerrou o mês de agosto com 164,5 milhões de celulares ativos. A quantia já contabiliza as 2,6 milhões de linhas adicionados no mês passado.

O levantamento aponta a densidade de 85,91 linhas móveis para cada 100 habitantes. Os aparelhos com planos pré-pagos ainda são maioria, com 82,06% do total, equivalente a 135.026.334 celulares. O restante 17,94%, ou 29.512.683 aparelhos, são pós-pagos.

Entre as operadoras, a Vivo permanece na liderança do mercado brasileiro, com 29,38% (48,3 milhões de usuários) de participação. Em seguida vem a Claro, com 25,45% (41,8 milhões de usuários), e a TIM em terceiro lugar, com 23,83% do mercado (39,2 milhões de usuários).

sábado, 12 de setembro de 2009

Portabilidade numérica já atinge quase 3 milhões de pedidos


Em agosto, foram registrados mais de 400 mil de pedidos de troca de operadora sem a mudança do número de telefone, o que representa um recorde no número de solicitações. Deste total, mais de 92% já foram atendidos e 58,3% já foram efetivamente migrados, segundo ABR Telecom, associação que administra a portabilidade no Brasil. Os registros também computam os pedidos que estão em tramitação, que dura cinco dias úteis.

Desde o dia 1º de setembro do ano passado, quando a portabilidade numérica foi implantada em todo o país, até a meia-noite da quinta-feira, 10, foram registrados 2,9 milhões de pedidos de troca de operadora de telefonia, dos quais mais 2,2 milhões já foram atendidos.

Entre as solicitações atendidos, 68% foram de usuários de telefonia móvel e 32% de telefonia fixa.

Transferência de dinheiro via celular é próxima evolução do mobile banking


Após inúmeros projetos de mobile banking lançados no Brasil com as mais variadas tecnologias, os atores desse setor parecem agora convergir para um mesmo caminho: o desenvolvimento de serviços de transferência de dinheiro entre telefones celulares. Tanto bancos quanto as empresas de cartão de crédito e operadoras móveis planejam a realização de projetos pilotos desse serviço. A mensagem ficou clara durante painel sobre o tema no 2º Forum Mobile Plus, evento realizado pelas revistas TELETIME e TI INSIDE esta semana, em São Paulo.

No lado dos bancos, a transferência de dinheiro via celular com DOCs e TEDs por meio de uma aplicação é o próximo passo no projeto de DDA (débito direto automático) da Febraban. O cadastro de usuários interessados em usar boletos eletrônicos já começou e o DDA será lançado no dia 19 de outubro. Depois, os usuários poderão cadastrar também seus celulares para realizar transferências. O serviço deve entrar em operação em 2010. Várias soluções de mobile banking disponíveis no mercado brasileiro já oferecem a possibilidade de realizar DOCs e TEDs. A diferença é que o novo serviço a ser desenvolvido pela Febraban usará provavelmente a tecnologia USSD para realizar transferências rapidamente, discando para um número especial. "USSD é a tecnologia mais interessante para essas interações. O SMS deve ser usado mais para alertas aos correntistas", disse Massayuki Fujimoto, superintendente de e-business do Citibank.

A oferta de transferência de dinheiro via celular entre correntistas é apenas uma primeira fase do projeto da Febraban, que almeja, no futuro, soluções de mobile payment envolvendo não apenas a população que possui contas correntes.

Transferências P2P

De acordo com Fujimoto, a segunda fase consistirá na possibilidade de correntistas enviarem dinheiro eletronicamente por celular para os telefones de pessoas que não têm conta bancária. Os receptores retirariam o valor em caixas automáticos usando senhas criadas a cada nova transação. "Isso deve ficar pronto entre um ano e um ano e meio depois da primeira fase", disse Fujimoto. O terceiro e último estágio seria a bancarização de pessoas nas camadas mais pobres através de contas simplificadas utilizadas via celular e que independem de agências. Essa fase, porém, necessitaria de modificações na regulamentação bancária brasileira, que hoje exige uma série de documentos que dificultam a bancarização da população mais pobre.

Cartões

Entre as empresas de cartão de crédito, a transferência de dinheiro via celular também está na ordem do dia. "Esse é um dos pilares para a bancarização", disse Marcelo Sarralha, executivo da área de produtos e canais da Visa no Brasil. A empresa tem uma solução chamada "Money transfer" que deve ser testada em breve no Brasil, informou o executivo. A Visa tem hoje outros dois pilotos em andamento no país: um para pagamentos remotos via celular em parceria com o Banco do Brasil e outro para pagamentos via NFC, em parceria com Claro, Bradesco e Banco do Brasil.

Operadoras

Do lado das operadoras, já existem casos de serviços de transferência de crédito pré-pago entre usuários da mesma tele. TIM e Sercomtel foram pioneiras nessa oferta. A Oi Paggo, empresa controlada pela Oi, promete testar um piloto de m-wallet em breve.

Um passo seguinte seria a possibilidade de transferir crédito pré-pago entre usuários de operadoras diferentes. Isso iria requerer a adoção de uma clearing house. Fujimoto, do Citibank, acha difícil que as operadoras avancem até esse estágio, pois teriam que se tornar bancos e seguir a regulamentação financeira nacional.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O bom desafio - João Cox - Presidente da Claro


Poucas vezes na História o destino nos colocou diante de uma oportunidade e de um desafio tão generosos para o Brasil como o de acelerar a inserção da banda larga no País. É um jogo de ganha-ganha, que não permite hesitação na aposta e nem falta de coragem de todos os protagonistas.

A corrida pelo futuro melhor do País passa obrigatoriamente pelo espraiamento e democratização do conhecimento sem o qual não haverá bom amanhã para nossos filhos. E nenhuma outra ferramenta é mais adequada para o salto necessário do que a banda larga.

Do lado das operadoras, o investimento terá que ser imenso, dada a complexidade exigida para cobrir um País de dimensões gigantescas como o Brasil. Mas coragem, sabemos, nunca faltará aos nossos acionistas, que conhecem o potencial econômico do País. Mais do que isso, têm um compromisso com os brasileiros, já provado na maravilhosa história da telefonia celular, com seus números de crescimento e inserção.

Da parte dos agentes governamentais, é hora de priorizar a desoneração de investimento, serviço e produto em banda larga.

Depois do feito formidável que testemunhamos nos últimos com a inclusão da chamada classe C ao consumo que honra a cidadania, é hora de ousar e dar mais um instrumento para as classes D e E não perderem a perspectiva de um futuro bom para seus filhos.

Empresários, governo e sociedade têm que abraçar a causa da banda larga.

Os países com um olhar no futuro investem na ferramenta. Não há como perder. Além dos aspectos óbvios de democratização do conhecimento, a banda larga, por suas incontáveis aplicações, é a arma do bem para o crescimento econômico saudável e indispensável.

Não há como fugir, permita-me a insistência, da questão da desoneração tributária da banda larga. O Brasil é pródigo em exemplos recentes de não se conformar com o caminho mais fácil e óbvio para superar desafios. Ainda recentemente, vimos a mão firme do governo dizer um não vigoroso à crise econômica que abalou o mundo. Temos certeza que agora chegou a hora do sim, de facilitar a chegada da banda larga a quem mais precisa e, com isso, criar uma estrutura sólida e mais sustentável ainda de crescimento econômico.

Como sabemos, a tecnologia impacta diretamente no PIB. O 3 G está aí. Sua obrigação será fazer pela banda larga o que o celular fez pela telefonia no Brasil. Temos certeza que o consenso que se formará rapidamente permitirá que, mais uma vez orgulhosos, mostraremos ao mundo, na Copa que abrigaremos em 2014, que brasileiro não só sabe encarar desafios, mas que está firmando uma gostosa tradição de vencê-los.

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