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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

TSE substituirá título de eleitor pelo Registro de Identidade Civil


O Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, Giuseppe Dutra Janino, anunciou algumas novidades de curto e médio prazos para os eleitores brasileiros, durante palestra proferida no Congresso de Cidadania Digital realizada nesta quinta-feira (01/10) em Brasília.

A primeira é que nas eleições gerais do próximo ano, dois milhões de eleitores votarão por meio de urnas biométricas. Já a segunda, mais ousada, será o fim do título de eleitor, que num futuro bem próximo, será substiuído pelo novo Registro de Identidade Civil (RIC).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Teles nunca foram parceiras do governo na inclusão digital


O mercado de banda larga no Brasil é muito concentrado e de baixa velocidade. A entrada das operadoras móveis e da Net, via cabo, neste segmento dinamizou um pouco mais a concorrência - até então funcionando dentro de um monopólio regional, controlado pelas três grandes concessionárias ( Oi, Brasil Telecom e Telefônica).

Essa foi a avaliação feita pelo Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, durante seminário sobre previsão de investimentos nesta área, realizado nesta terça-feira, 29/09, pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica e pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Santanna não poupou críticas ao comportamento das empresas de telefonia no processo de discussão com o governo da conectividade nos programas de inclusão digital. Segundo ele, as empresas de telefonia nunca foram parceiras do governo nesses projetos, mas cobram agora um apoio que não deram.

O executivo lembrou, por exemplo, que o programa "PC Conectado" teve de mudar de nome para "Computador para Todos", simplesmente porque o governo não conseguiu um acordo com as teles para a oferta, na época, de acesso discado à Internet.

As empresas, segundo Santanna, chegaram a cobrar do governo R$ 9 bilhões para entrar no programa, o que tornou a idéia inviável. Rogério Santanna disse que por muito menos, com apenas R$ 1,1 bilhão, será capaz de levantar uma rede pública de banda larga, com as fibras ópticas apagadas de estatais como Petrobrás, Chesf, Furnas e Eletronorte, sem contar o ativo ainda não liberado pela Justiça da Eletronet

sábado, 19 de setembro de 2009

Governo oferece crédito a professores para compra de notebook


Professores das redes pública e privada de ensino, em todos os níveis, já podem ter acesso ao projeto “Computador Portátil para Professores”, do governo federal que facilita a compra de um notebook, com preço máximo de R$ 1,4 mil. Ele oferece empréstimos a taxas bem reduzidas, que podem ser solicitados nas agências do Banco Postal dos Correios ou nos bancos participantes do programa.

Num primeiro momento, ele vai atender 64 municípios de todo o país, com maior Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) ou que façam parte das Redes de Aprendizagem. Enquadram-se nesse caso os municípios de Apiacás, Comodoro, Rondonópolis e Tabaporã, no Mato Grosso. A intenção, numa segunda fase, depois de um período de testes, é estender o acesso a todos os municípios brasileiros.

Por enquanto, já aderiram ao projeto o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco (Banco Postal). No momento, está sendo oferecido apenas um modelo de notebook, ao preço de R$ 1.199. Outros fabricantes, porém, já anunciaram para breve o lançamento de modelos específicos.

O projeto é o resultado da articulação entre o setor privado (fabricantes de computadores e instituições bancárias) e o setor público, por intermédio da Presidência da República, Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A proposta foi elaborada em continuidade ao projeto “Cidadão Conectado – Computador para Todos”, como parte de outras iniciativas de qualificação da educação brasileira (Um Computador por Aluno – UCA; o Programa Nacional de Tecnologia Educacional – ProInfo, e o Programa Banda Larga nas Escolas).

Para participar, basta o professor ser da ativa, mesmo sem atuação em sala de aula, tanto na educação básica, como profissional ou superior. Os empréstimos podem ser pagos à vista ou parcelados, via consignação, débito em conta corrente ou quitação de boleto.

Brasil caminha para modernização, mas ainda enfrenta velhos problemas


A internet está mudando radicalmente hábitos e comportamentos dos brasileiros, dos quais um em cada quatro já tem acesso à rede mundial de computadores.

A divulgação, nesta sexta-feira, dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do IBGE, delineia um país caminhando rapidamente para a modernização, ainda de braços dados com velhos problemas, como o analfabetismo.

Assim que o agente de saúde, Anderson Carlos chega em casa, é pelo computador que vê as notícias, bate-papo com os amigos, baixa músicas.

O Anderson mora no morro Dona Marta, na zona sul do Rio, que tem internet de graça desde o início do ano. Ter acesso a essa tecnologia mudou a vida dele. "Antes era um leigo, não estava no mundo globalizado. Hoje em dia, sem internet, não consigo viver".

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, em 2008, quase 18 milhões de residências tinham computador. Um crescimento de 21% em relação a 2007.

A internet chega a 13 milhões e 700 mil domicílios. Um aumento de quase 23% em relação ao ano anterior. As telecomunicações também estão mudando o Brasil. Mais de 80% das residências têm um telefone fixo ou celular. No caso dos aparelhos móveis é um aumento de 22,5% em relação a 2007.

"São bens que estão cada vez mais baratos, são tecnologias que estão cada vez mais baratas. O computador é um investimento em termos de educação, as escolas estão investindo, os governos estão investindo e a população já percebeu que é algo que não pode deixar de ter", afirma a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Mas se o acesso ao consumo de bens tecnológicos mostra uma evolução econômica de alguns segmentos sociais, o mesmo não se verifica na educação, principalmente no que diz respeito ao analfabetismo.

A poucos quilômetros da Esplanada dos Ministérios, o Varjão é um dos bairros mais pobres de Brasília. Lá mora a desempregada, Maria Cirlene Rodrigues Ribeiro, que não sabe ler nem escrever.

O nome só consegue desenhar copiando os traços que a filha caçula põe no papel. "Isso que faltou em mim. Eu não sei ler, eu converso tudo, eu sei conversar direitinho, mas esse negócio de ler eu não sei".

39 anos, desempregada há três, mãe de quatro filhos. Ela sobrevive de bicos como faxineira, mas até nisso o fato de não saber ler prejudica. "Eu já fui em várias casas. Quando eles veem que eu não sei ler, eles dizem: 'fulana, toma aqui seu pagamento, tal e tal e pronto'. Acabou".

A taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos ficou praticamente estável em 10%. É maior entre quem tem mais de 40 anos e menor entre os mais jovens, na faixa etária entre 15 e 24 anos.

Isso significa que esse antigo problema brasileiro, o analfabetismo, continua grave e se torna ainda mais dramático se incluirmos os 30 milhões de brasileiros que sabem ler e escrever, mas não conseguem compreender um texto com pouca profundidade: são os analfabetos funcionais.

Esses brasileiros são mais de 20% da população com idade acima de 15 anos e acabar com o problema é um desafio que o Brasil precisa enfrentar. "É preciso vincular uma educação diferenciada com a realidade em que essas pessoas estão inseridas e propiciar na educação de jovens e adultos possibilidades de qualificação profissional", afirma o especialista em educação da Universidade de Brasília, Remi Castioni.

Mais de 92 milhões de brasileiros estavam no mercado de trabalho no ano passado e mais de um terço deles, com carteira assinada. O desemprego caiu para o menor nível desde 2001: 7,2%, com a construção civil encabeçando a lista dos setores que mais criaram vagas.

O retrato do mercado de trabalho no Brasil foi tirado em setembro do ano passado, antes da crise chegar por aqui, mas, pelo menos na construção civil, o cenário não mudou muito.

Geise fez um curso de pedreiro e já saiu empregada. "Tenho emprego, tenho salário e tenho dignidade". "O mercado continua aquecido. Novos lançamentos virão, contratações estão acontecendo hoje, pela própria necessidade das obras", afirma o gerente geral da obra, Antônio Alberto Tavares Pereira.

A preocupação com a manutenção do emprego também produziu efeito na educação dos brasileiros. A pesquisa do IBGE constatou que houve aumento do número de trabalhadores com onze anos ou mais de estudo. De 2007 para 2008, eles passaram de 39% para mais de 41%.

"Essa é uma característica do mercado de trabalho atual, cada vez mais intensivo com mão de obra com algum nível de formação e especialização e consequentemente a escolaridade é fundamental", afirma o Presidente do IBGE, Eduardo Nunes.

Diploma é o que não falta para o gerente de sistemas, Luciano Soares de Almeida. Ele tem graduação, pós-graduação e continua estudando. Emprego ele já tem, mas quer mais. "Te credencia para ganhar um salário melhor e te credencia também para posições melhores dentro da empresa".

BNDES financia kit para inclusão digital da Intel/Microsoft


A Intel lançou nesta quarta-feira, 16/09, o KIS, Kit de Implementação Simplificada, voltado para a área educacional. O kit envolve uma metodologia diferenciada para ensinar, gerenciar processos administrativos e aprimorar a forma de educar.

Em parceria com a Microsoft, que irá oferecer a parte de software e conteúdo, a Intel disponibilizará a melhor tecnologia em hardware para escolas do ensino fundamental 2, de 5ª a 8ª séries, ensino médio e universidades públicas e privadas.

O pacote contemplará uma série de opções em tecnologia que irão auxiliar alunos e professores no desenvolvimento de habilidades necessárias para lidarem com o mundo digital, de modo a personalizar o ensino, respeitando as aptidões naturais de cada aluno.

“Acreditamos que a tecnologia como ferramenta de conhecimento é fundamental para transformar o futuro dos jovens e essencial ao aprimoramento do processo educacional”, declarou Rosemary Salvini, Gerente de Desenvolvimento de Mercado para a Intel Brasil.

As instituições educacionais poderão adquirir o kit por meio de financiamento junto ao BNDES com parcelamento em até 36 meses e taxa de 1% ao mês. Outros benefícios são suporte técnico para todo o projeto, hotsite com informações sobre TI e impactos na educação e simulador de financiamento e de ambientes tecnológicos no campo educacional.

Além disso, os interessados poderão consultar casos de sucesso como Indaiatuba que comprou 1080 classmates PCs para escolas públicas e a Fundação Bradesco de Campinas com a compra de 640 classmates PCs em um projeto de um computador por aluno.

“O intuito é fornecer toda a infraestrutura necessária para a implementação da tecnologia na escola, entendendo a necessidade de cada Instituição. Existem as que se enquadram em um nível básico, com um laboratório com alguns desktops, algumas em nível intermediário com notebooks e escolas em nível avançado, com computação 1:1”, complementa.

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