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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Banda larga móvel cresce acima das expectativas


O mercado de banda larga móvel no Brasil deve fechar o ano de 2009 com quase oito milhões de aparelhos capazes de oferecer conectividade à rede. Dados foram divulgados hoje, 30 de novembro, pela Huawei, empresa de banda larga móvel.

O número supera as previsões da consultoria Teleco entre um milhão e dois milhões de unidades, em divulgação feita em outubro. Segundo a empresa o comportamento registrado em outubro foi atípico, já que no mês passado houve adesão de 1,2 milhão de aparelhos WCDMA à base nacional. O mês de outubro foi encerrado com 6,1 milhão de aparelhos de banda larga móvel na mão de consumidores.

A equipe do Olhar Digital foi às ruas de São Paulo para testar a conectividade dos aparelhos oferecidos hoje no País. A matéria será divulgada no próximo programa, domingo, às 15h45, na Rede TV!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Banda larga móvel: Em 2009, 600 milhões de assinantes


A Banda larga móvel mostra a sua força. O serviço registra crescimento significativo - lançado no ano passado já ultrapssou o número de usuários do acesso fixo de banda larga mundialmente ( 9,5 milhões contra 7,1 milhões), revela estudo da União Internacional de Telecomunicações, divulgado nesta terça-feira, 06/10, durante o Fórum Mundial da entidade, realizado, em Genebra, na Suíça.

O senão do levantamento é mostrar de forma bastante transparente que em países emergentes e com menor potencial econômico, a oferta do serviço se desenvolve de forma bem mais lenta, além de ter um custo mais elevado. O estudo apura que, em dezembro, o mundo terá 4,6 bilhões de assinantes da telefonia celular.

O relatório da UIT é taxativo: a desigualdade no acesso à banda larga é gritante. Se na África, há um assinante de banda larga fixa para cada mil habitantes, na Europa, esse percentual é de 200 assinantes para cada mil. O estudo constatou ainda que a China ultrapassará os Estados Unidos e assumirá o primeiro lugar no ranking mundial de banda larga fixa.

A UIT apurou ainda que as conexões fixas - apesar de perderem espaço para as móveis - mais do que triplicaram nos últimos anos. Em 2004, eram 150 milhões. Esse ano, devem chegar a 500 milhões. Mas apesar do crescimento contínuo da Internet ainda há uma grande distância entre o consumo de TVs e Internet.

Segundo o estudo, 3/4 dos lares possuem uma Televisão. Em contrapartida, apenas 1,9 bilhão das residências têm um computador com acesso à Internet. "O relatório prova que há ainda um apartheid digital evidente no mundo e é preciso agir para reduzir essa desigualdade o quanto antes", destaca o diretor de Desenvolvimento de Telecomunicações da UIT, Sami Basheer.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Telefonia Móvel custou R$ 39,7 milhões ao governo até agosto


A Vivo segue dominando o mercado de telefonia móvel governamental, embora, aparentemente, esteja cedendo espaços para a presença da Oi. De janeiro a agosto deste ano, o governo gastou em torno de R$ 39,7 milhões com serviços celulares. Deste total, a Vivo levou R$ 17,3 milhões. Já a Oi ficou com R$ 12,3 milhões.

Os gastos com telefonia móvel são bem menores do que os efetivados com a telefonia fixa - nesse mesmo período, o governo chegou a pagar R$ 203,4 milhões para as concessionárias. Porém, há casos em que órgãos do governo aparentemente apresentaram contas elevadas, a partir do uso de celulares.

O Ministério da Ciência e Tecnologia, por exemplo, por meio da sua "Coordenação de Recursos Logísticos", registrou um gasto entre fevereiro e agosto da ordem de R$ 2,8 milhões.

O Portal da Transparência não informa a quantidade de celulares utilizados pelo MCT e não é possível fazer uma divisão desse total pelo número de terminais em operação, de forma a conferir se houve ou não um gasto excessivo por cada funcionário que disponha dessa regalia.

Esse custo foi registrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia como "Gestão da Política de Educação" na forma de "Serviços de Comunicação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)". O montante teria sido repassado para a Oi (TNL PCS).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Banda larga de hoje é a 'banda estreita' de amanhã

O mercado de telecomunicações móveis continua fazendo significativos avanços no desempenho geral das redes celulares. Pelo menos 12 operadoras de telefonia móvel de vários países estão se preparando para lançar, já no começo de 2010, suas primeiras operações comerciais com LTE (Long Term Evolution), a tecnologia de quarta geração.

LTE é uma evolução natural das tecnologias 3G existentes. Quase 40 operadoras de telefonia móvel já estão comprometidas a implementar a LTE¹. Testes com LTE têm sido anunciados por fabricantes, e 14 operadoras em diversas partes do mundo - de países como Japão, Estados Unidos, Canadá, Suécia e Noruega - planejam lançar operações já em 2010¹.

A Qualcomm prepara-se para em breve equipar dispositivos compatíveis com LTE com seus chipsets multimodo, os primeiros do mercado a suportar tanto o padrão LTE quanto 3GPP/3GPP2 em um único chipset. Esses chipsets devem ser lançados em 2009/2010.

O Brasil corre um grande risco de atrasar, novamente, a chegada da quarta geração da tecnologia sem fio, como aconteceu no passado com a terceira geração. E por um motivo simples: nós ainda não reservamos espectro suficiente para a indústria móvel crescer e estar posicionada na vanguarda da oferta de recursos e serviços avançados.

Muitos países já fizeram isso, depois que a UIT identificou a faixa de 2,6 GHz (genericamente chamada de 2,5 GHz) no ano 2000 e outras faixas adicionais em 800 MHz, 900 MHz e 1,8/1,9 GHz para o IMT (International Mobile Telecommunication)², que abrangem as tecnologias 3G e 4G.

No ano 2000, estas faixas adicionais menores foram utilizadas com as tecnologias 2G e começaram a migrar para a geração seguinte (3G). A faixa de 2,6 GHz começou a ser reservada por vários países para as gerações que viriam em seguida.

A freqüência de 2,6 GHz no Brasil é, hoje, utilizada para o MMDS, padrão da TV por assinatura via rádio que vem sendo descontinuado no Brasil e no mundo inteiro, enquanto os serviços de TV a cabo e via satélite continuam crescendo.

De acordo com a Anatel, em 2008 a telefonia celular registrou um crescimento de 24,5%, atingindo todas as classes sociais da população. Também de acordo com a Anatel, até julho de 2009 havia 161,9 milhões de usuários de telefonia celular.

A maneira mais democrática de usar o espectro de 2,6 GHz seria destinando a faixa de 190 MHz para o Serviço Móvel Pessoal (SMP) e dividindo-a em dois blocos de 70 MHz cada no modo FDD* e em um bloco de 50 MHz no modo TDD ** para o SMP, mantendo a destinação atual de 50 MHz no centro da banda para o MMDS e o SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), e permitindo a mobilidade.

Essa configuração deixaria os operadores de MMDS com 50 MHz para serviços de TV por assinatura e/ou banda larga (fixa/móvel). O bloco de 50 MHz do centro da banda poderia ser utilizado pelas operadoras de MMDS, e os blocos 70+70MHz seriam, então, destinados para as tecnologias de 4ª geração, que serão especificadas pela UIT, tal como o LTE.

Para aqueles que consideram os 50 MHz insuficientes para as tecnologias e aplicações TDD, é importante lembrar que há espectro de TDD na faixa de 3,4 MHz já sendo usado por tecnologias TDD existentes e ainda mais está sendo considerado e regulamentado pela Anatel.

Ainda, no leilão de 2,6 GHz na Suécia e em Hong Kong, o espectro mais valioso eram os blocos de FDD, que mostra a preferência do mercado pelo FDD. A próxima geração do WiMAX - o WiMAX Advanced, que inclui recursos de mobilidade no modo FDD, conforme proposta feita pelo WiMAX Forum - também poderá se beneficiar com a reserva de 70+70 MHz na faixa de 2,6 GHz.

Como a UIT continua sua avaliação para as tecnologias de próxima geração, o WiMAX Advanced e o LTE irão disputar os blocos de 70MHz das bandas de FDD na faixa de 2,6 GHz, e competição é bom para o consumidor, para a indústria e para o Brasil.

O Brasil levou 16 anos para implementar o 3G nas faixas de 1.9/2.1GHZ, identificadas pela UIT para o IMT-2000 em 1992. Porém, a reserva da faixa para o 3G no Brasil ocorreu apenas no ano 2000; o leilão aconteceu em novembro de 2007; e as primeiras redes 3G foram implementadas comercialmente em 2008. Àquela altura, o Japão completava oito anos de operações comerciais 3G, e hoje está se preparado para implementar o LTE.

Reserva de espectro significa planejamento. Quando se reserva um espectro, as operadoras se programam para investir em novas redes com essas tecnologias futuras e em remanejamento de equipamentos, que ainda estarão em sua vida útil ou que ainda não foram devidamente amortizados.

O custo de todas essas mudanças é alto. Quanto antes melhor: mesmo que o uso do espectro de 2,6 GHz seja definido agora, a tecnologia de 4ª geração ainda levará uns dois anos para chegar efetivamente ao Brasil, pois segundo a Anatel, o processo de regulação e licitação demanda tempo.

Reservando e definindo espectro suficiente, o Brasil mostrará ao mundo como está comprometido em seguir as tendências internacionais. Já que o Brasil faz parte da UIT e participa das discussões, o país poderia ser mais ágil na hora de implementar as novas tecnologias que trarão benefícios para a sociedade.

Esta é a hora de tomarmos as decisões frente à nova realidade e seguirmos em frente rumo ao desenvolvimento, preparando-nos melhor para as próximas gerações de tecnologias. Até por conta de uma imposição do usuário, pois não podemos esquecer que a banda larga de hoje será a banda estreita de amanhã.Além disso, as novas aplicações vão exigir capacidades maiores que serão obtidas quando tecnologias como LTE estiverem disponíveis em toda sua plenitude.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Banda Larga móvel: Teles pisam no 'freio' à pedido da Anatel


A rede das operadoras é inadequada para suportar o volume de tráfego de dados pela banda larga móvel, baseadas na 3G. Segundo informações que as empresas passaram para a Anatel, a infraestrutura está subdimensionada, pois esperava um volume de dados quatro vezes menor que o atual.

"A demanda no Brasil está fora do padrão mundial. A rede foi desenhada com base na demanda internacional, de 1 Gigabyte a 2 Gigabytes por mês por usuário. No Brasil, a demanda média é de 8 Gigabytes por mês", afirma o superintentente de Serviços Privados (SPV) da Anatel, Jarbas Valente.

Ele revela que há cerca de oito meses, a SPV começou a discutir com as empresas o fortalecimento das rede, quando, segundo Valente, a agência "percebeu que o serviço 3G começou a degradar".

Essa degradação, porém, foi além do próprio 3G. "Quando começou o uso excessivo da banda larga móvel, começou a prejudicar a voz. Por isso que a gente chamou as empresas. E o problema não é só na central, mas nos backbones, porque neles também passa voz digitaliza", diz Jarbas Valente.

"Houve uma avalanche de vendas do 3G, acima de todas as previsões, inclusive das nossas. E com uma demanda média de 8 Gigabytes que surpreendeu a todos. As empresas até pararam de fazer publicidade até averiguar a infraestrutura básica", explica.

Daí decidiu-se, em consenso, reduzir o ritmo das vendas e reavaliar a engenharia da rede. "Dissemos às empresas: nós percebemos isso, vocês também perceberam. Vamos pisar no freio, juntos, vamos olhar como foi projetada a rede, vamos reprojetar a rede e preparar para o consumidor não ser prejudicado."

O esforço, naturalmente, implicou em investimentos acima dos planejados. Segundo Valente, “o investimento que elas [operadoras] estão fazendo é enorme. Tem empresa que está investindo, no mínimo, R$ 1 bilhão. No geral, são R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões acima do que elas tinham previsto".

A agência chegou a montar dois grupos, um técnico e um estratégico, para manter reuniões mensais de acompanhamento e avaliação junto às operadoras. Nas contas do superintentente, houve empresa que já instalou mil novas estações radiobase (ERB) novas. E, no geral, ele acredita que o número de 46 mil ERBs do país já foi ampliado em 10% devido a esse esforço de adequar a infraestrutura à demanda.

Satélites

Como a demanda é grande onde quer que se ofereça 3G, a SPV acredita que deve ser ampliado o espaço de banda disponível nas transmissões por satélite, para melhor atender os consumidores do interior.

“A rede na pequena cidade é feita com satélite. E, às vezes, o satélite não tem banda suficiente pra dar vazão àquela estrutura. Vamos então trabalhar com as empresas de satélite para nas próximas licitações ter banda KA no Brasil, que é banda de alta capacidade, para atender esses municípios, onde vai ser difícil chegar fibra, para chegar por rádio. Porque vai ter essa demanda, é natural. Estamos discutindo com TCU o preço. A ideia é fazer [a licitação] este ano”, completa o superintendente da SPV.

Comentem a decisão da Anatel

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